segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ponderações a cerca de um Rousseau qualquer e o progresso

Não faço o tipo de pessoa que acha que somos inatamente bons e que o convívio social nos causa vícios,pode ser que tenha uma certa verdade nisso...mas não é o objetivo do texto e certamente não o que pretendo digitar a seguir,ocorre-me de pensar no utilitarismo em detrimento ao inocente modelo dialético em meados de  V a.c  onde fazia-se filosofia como uma forma de entender o que nos cercava  ao invés de uma forma de usar um instrumento em nome do "glorioso" progresso em termos de Hegel,outro dia vi uma palestra do Mário Sérgio Cortella onde ele lecionava para trabalhadores de uma corporação qualquer  e foi nesse momento que eu tive a clareza que algo deu errado no processo histórico,enquanto acho uma boa ideia essa palestra também tenho aversão do instrumentalismo da filosofia com o fim capitalístico e informativo e embora eu saiba dos sofistas clássicos que cobravam pelas aulas tal modelo ainda me parece muito mais sólido e simples do que os ramos detalhados e normativos do meio acadêmico,onde existe uma pauta e não existem discussões,não se faz filosofia e por mais pavoroso que possa parecer faz-se uma história da filosofia com requintes de quotes e alguma encenação teatral podendo ter ora um trabalho em grupo ora uma prova objetiva de respostas em mente, o que me faz lembrar do que estudar para passar no vestibular de filosofia,vejamos :

1 - Quem foi o inventor do método sociológico ?


Parece um tanto troçante da minha parte me apegar em apenas uma questão,mas ela é uma boa generalização pro que me proponho,ora se uma instituição pretende  lecionar filosofia que é um estudo de sabedoria como pode perguntar por informações,datas,números ? É ...é o tal do pragmatismo,nessas e outras horas eu me agarro em Rousseau e Sócrates pra pensar que outras pessoas também achavam toda essa coisa uma tremenda balela 

Nenhum comentário:

Postar um comentário